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Bolsonaro muda discurso e agora nega eficácia de tratamento precoce e defende vacinas contra Covid-19

Bolsonaro apareceu usando máscara, assim como toda a sua equipe, para sancionar projetos de compras de vacinas nesta quarta-feira (10), horas depois de Lula ter concedido uma entrevista coletiva histórica, com foco na crise da pandemia. A reportagem é do portal 247.

Jair Bolsonaro durante cerimônia para sanção dos projetos que ampliam a aquisição de vacinas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Jair Bolsonaro parece ter sentido o golpe após a entrevista coletiva histórica do ex-presidente Lula. Nesta quarta-feira (10), ele discursou em solenidade em Brasília e espantou pelo discurso manso, a favor da vacina e reconhecendo inclusive o fato de que não há nenhum remédio com eficácia científica comprovada para o tratamento da Covid-19, embora tenha alegado que "muitos médicos" reconhecem a existência de "tratamento opcional" para a doença.

Na cerimônia que marcou a sanção de projetos para a compra de vacinas, Bolsonaro fez questão de enaltecer seu governo, afirmando que o Brasil foi "exemplo para o mundo" no combate ao coronavírus. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, no entanto, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de mortes pela Covid-19 no mundo, tendo registrado 268.370 vítimas fatais da doença.

Buscando não perder espaço para Lula, defensor das vacinas e das medidas de prevenção ao coronavírus, Bolsonaro chegou a utilizar máscara, assim como os outros presentes no evento. Bolsonaro costumeiramente dispensa o equipamento de proteção, mesmo diante de grandes aglomerações.

Também nesta quarta, um tuíte do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, chamou atenção por defender o lema "nossa arma é a vacina" e ainda trouxe um pedido para que os seguidores viralizassem a foto.

Há uma semana, Bolsonaro ganhou destaque na imprensa após declarar que os brasileiros estariam e "mimimi" com medo do vírus e questionar inclusive a tristeza daqueles que perderam familiares e amigos na pandemia. "Nós temos que enfrentar nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas", disse ele em discurso.

Antenor Ferreira

Jornalista chapadinhense, 33 anos, apresentador de rádio e TV, e redator dessa página. Obrigado por sua visita! Siga-nos no insta: @antenor.oficial

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